Versatilidade da gravura ganha espaço em nova mostra

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Eduardo Sued, Elvio Becheroni, Paulino Lazur, Celso Orsini, Emanoel Araujo, Vicente Kutka. Nomes de grande relevância na arte nacional e que já eram bem representados no acervo da Galeria de Arte André ou que ganham visibilidade agora num recorte são destaque na próxima exposição do espaço, que será aberta em 21 de junho e segue até 23 de julho nos salões expositivos da galeria nos Jardins.

Sem título, Celso Orsini

 

Apesar do acento na abstração, o conjunto dos trabalhos tem uma variedade grande, a atestar a versatilidade da gravura. Há desde poéticas mais calcadas na geometria até peças em que o orgânico e o intuitivo sobressaem.

Em sua trajetória como pintor, gravador, ilustrador, desenhista, vitralista e professor, o carioca Eduardo Sued (1925) estabeleceu uma relação única com a cor, a partir de uma linguagem abstrata. Passou muito brevemente pelo figurativismo e logo mergulhou em fontes como a Bauhaus, o neoplasticismo e desenvolveu sua própria trajetória dentro do movimento do construtivo e do moderno brasileiro.

Sem título, Vicente Kutka

As serigrafias de Becheroni (1934-2000) trazem uma grande liberdade de realização e um frescor, uma liberdade nessas peças ‘de câmara’, mais intimistas.

Lazur (1949) teve uma constante lida com a madeira em seu tridimensional, no entanto também demonstra habilidade nas linguagens pictóricas e gráficas. Na xilogravura, a sobriedade de cores e a utilização de linhas, formas e volumes criam relações visuais de bom efeito.

A obra gráfica de Celso Orsini (1958) segue os preceitos de sua produção pictórica, em que planos, volumes, linhas e retas constituem manifestações destacadamente geométricas que se relacionam com a cor e o espaço.

Abstração Geométrica em Azul e amarelo, Eduardo Sued

Emanoel Araujo (1940) é um dos grandes artistas brasileiros que lidam com a herança africana e seus desdobramentos de diversas matizes na cultura brasileira. De obra multifacetada – a obra passa pela pintura, pelo tridimensional e pela gravura, entre outras linguagens -, o artista baiano também se destaca na gestão cultural, em especial pelas passagens pela Pinacoteca do Estado de São Paulo (1992-2002) e pelo Museu Afro-Brasil.

Kutka (1952-2006) tem a carreira eclodida nos anos 1980 e exibe um estilo calcado na abstração. Com vivências de destaque no exterior, em países como México, Japão e Reino Unido, também tem um corpus de obra forte na pintura. Trabalhou também com cenografia e videoarte.

Sem título, Emanuel Araujo

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