Nova individual de Philip Hallawell na Galeria André
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É com júbilo que a Galeria de Arte André sedia a nova individual de Philip Hallawell, artista tão ligado à história do espaço. A mostra é aberta em 14 de setembro e pode servir de festejo pelos 50 anos da primeira individual do artista, na própria André, no final dos anos 1970. No entanto, o evento pode marcar as razões pelas quais Hallawell inscreve sua importância na arte brasileira.
Philip Hallawell, "Angels on listening to Mozart", 1992 - óleo sobre tela
Desenvolvendo sua teoria de image ID e lançando um livro sobre o assunto, isso revela o forte caráter didático que a carreira do artista abriga. Já se tornou um clássico o seu programa na TV Cultura. Mesmo com o avanço enorme da tecnologia, Hallawell sabe bem o valor do grafite sobre o papel.
Philip Hallawell, "The Sentry Iliad IX", 1986 - óleo sobre tela
Outra faceta relevante de Hallawell é a contribuição para a documentação das exposições de artes visuais. Para a primeira individual, o artista concebeu e veiculou um pequeno folder, em cores, que servia de registro das telas presentes e 5 textos críticos, inclusive um de Pietro Maria Bardi (1900-1999). Não era usual tal espécie de catálogo e o sucesso da empreitada fez com que a galeria continuasse tal expediente, também feito em outros espaços e fundamental para o patrimônio visual da arte brasileira
Philip Hallawell, "Victory II", 1977 - técnica mista sobre papel
E talvez o aspecto mais importante da mostra de agora é a relevante produção ligada ao onírico, simbólico e imaginário de Hallawell na arte nacional. Ao virmos os óleos de escala avantajada, por exemplo, exibidos hoje percebemos a qualidade tanto visual quanto conceitual de Hallawell, também presente nos desenhos e pasteis do artista.
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