A democrática trajetória de Aldemir Martins

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     A volumosa produção de Aldemir Martins (1922-2006) tem capítulos importantes desenvolvidos na parceria com a Galeria de Arte André, onde realizou cinco individuais, de 1987 a 2004. A obra ganha renovadas perspectivas com a valorização de poéticas mais vernaculares e, neste caso, com fortes conexões com o Nordeste do país.

 

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Aldemir Martins, Marinha - 1972

 

     Cearense de Ingazeiras, muda-se para o Rio em 1945 e um ano depois vai se radicar em São Paulo. Na cidade, faz a sua primeira individual nas salas do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) e, em 1951, na 1ª Bienal de São Paulo, ganha o Prêmio Aquisição (Desenho). Em 1956, sua carreira internacional tem um salto com a premiação, também em desenho, na 28ª Bienal de Veneza.

 

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Aldemir Martins, Chuva - 1995

 

     “A cor é tão mais importante, hoje, para o pintor Aldemir, que seus temas se repetem: frutas, gatos, flores, paisagens nordestinas, marinhas sem mar, desertos com oásis de cor”, escreve o crítico Alberto Beuttenmüller para a individual na André em 1991. “O que não se repete é, ao contrário, sempre se recria é o uso da cor. A cor buscando cada vez mais autonomia nesse concerto de tons vibrantes.”

 

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Aldemir Martins, Rendeira - 1966

 

     Um ponto importante na trajetória de Aldemir é Designer, mostra com foco nas artes aplicadas desenvolvidas por ele e apresentada em individual na galeria em 2004. De potes de sorvetes a publicidades variadas, o artista democratiza o seu fazer por meio desses objetos cotidianos com sua assinatura.

 

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Aldemir Martins, Jagunço - 1967

 

     Na galeria, em 2019, foram exibidos trabalhos importantes do artista em André, 60 – Da Academia ao virtual, recorte comemorativo por conta das seis décadas de atividade ininterrupta do espaço. Marinha (1972), acrílica sobre tela, e Chuva (1995), serigrafia, trazem duas facetas distintas do corpus de obra de Aldemir. No acervo, também estão presentes desenhos de grande apuro e de valorizada fase do artista, como Rendeira (1966) e Jagunço (1967).

 

 

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