Os experimentos cinéticos de Fernando Cardoso | Galeria de Arte André

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09/02/2021

Os experimentos cinéticos de Fernando Cardoso

Conhecido pelas tradicionais esculturas antropomórficas em bronze de corpos longilíneos, com pés gigantes e dedos de anfíbios, o artista paulistano Fernando Cardoso apresenta agora obras que exploram o cinético, por meio da utilização da luz e dos espelhos.

Não há um rompimento com sua produção anterior, já que é possível reconhecer alguns fragmentos dessas investigações em trabalhos anteriores. Em 2011, na individual Umbra, Cardoso apresentou instalação e esculturas usando espelhos que interagiam com os elementos de luz e sombra. No entanto, foi mais recentemente que aprofundou o processo de ateliê com diferentes materiais, elegendo o reflexo como conceito-chave.

 

Primeiros experimentos com espelhos 

 

 

Exposição Umbra, 2011

 

Em 2020, acrílico, espelho, LED e um forte trabalho cromático constituíram um amálgama que resultou em caixas. A partir de efeitos ópticos, com formas que se multiplicam ao infinito, foi permitindo ao artista atingir ideias mais amplas.

“A partir da sobreposição de espelhos duplos e luz, consegui o efeito que queria. É como algo que expresse o infinito, mas, ao mesmo tempo, a solidão com o próprio reflexo de si mesmo”, diz ele. E a série, claro, ganhou o título Infinito.

Uma das esculturas foi nomeada Multidão. Nela existem apenas duas figuras humanas, que se replicam à medida que o espectador se movimenta. Uma outra chamada Sonho é composta da figura humana com uma outra forma abstrata, formando uma imagem onírica que se replica sem referência de tempo, espaço e direção aos olhos do observador.

 

Multidão, 2020

 

Para o artista, o resultado da obra está ligado com os fenômenos sociais e psíquicos vividos com a pandemia. “As pessoas passaram a olhar mais para si, encerradas no ambiente doméstico, e a relação consigo e com os outros foi totalmente transformada. Vejo o meu trabalho carregado desse sentimento”, afirma ele. Infinito foi montada especialmente em uma parede da Galeria de Arte André e pode ser visitada no espaço expositivo – por conta da Covid-19, segundo os procedimentos especiais estabelecidos pelas autoridades sanitárias.

 

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