Exposição em centro referencial de direitos humanos celebra obra de Darcy Penteado | Galeria de Arte André

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24/02/2021

Exposição em centro referencial de direitos humanos celebra obra de Darcy Penteado

Darcy Penteado (1926-1987) foi um dos artistas precursores no combate ao preconceito e à intolerância contra a comunidade LGBT e sua atuação não passou em branco na história. Parte dela é contada na exposição coletiva Orgulho e Resistências – LGBT na Ditadura, com curadoria assinada por Renan Quinalha e que fica em cartaz no Memorial da Resistência (no mesmo prédio da Estação Pinacoteca) até 26 de abril. A entrada é gratuita, mas é necessário agendamento prévio. A visitação se dá mediante os protocolos sanitários contra o Covid-19.

A organização da mostra exibe três capas de livros de Darcy: A Meta (1976), Teoremambo (1979) e Nivaldo e Jerônimo (1981). Todos tinham êxito de vendas e repercussão nos círculos progressistas à época, porém sofriam restrições de variadas ordens devido à temática.

 

 

A curadoria frisa que a produção cultural dos anos 60 e 70 se concatenava junto de movimentos de contracultura e contestação crítica mais gerais, como o desbunde. Nessa linha, o amor livre e as experiências não apenas heterossexuais eram tratadas em obras de distintas linguagens, como a literatura, as artes visuais, o cinema e o teatro, por exemplo. Dentro de um caráter experimental e que transitava entre os meios, Darcy apresentou A Engrenagem do Meio (1978) no Auditório Augusta, atuando na produção e na cenografia da peça. Na mostra, são exibidos cartaz e documento que atestava a liberação do trabalho para ser encenado.

 

 

Na Galeria de Arte André, o artista apresentou uma individual histórica, Sessenta Anos, em 1986. A pedido de André Blau (1930-2018), a mostra foi montada apenas com telas a óleo, diferentemente da configuração usual feita pelo artista, que reunia, além das pinturas, desenhos e gravuras. Na abertura, houve uma apresentação da cantora lírica Maju de Carvalho, com repertório nacional e internacional do que ficou conhecido como Belle Époque. Visualmente, a cantora interpretou o papel da Dama Negra, presente em várias obras do artista e metaforicamente simbolizando a figura da morte e sua proximidade. Darcy morreria um ano depois, em dezembro de 1987, vitimado pela Aids.

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